O PASSADO VIVE E SE REPETE
No início de 2015 estava eu, recém formado em jornalismo e ávido por escrever algo legal em que eu acreditasse. Algo que fugisse do ramo da moda e comportamento feminino o qual estava habituado e que já trabalhava haviam uns anos. Nada contra, só que meu desejo era focar em cultura alternativa, rock de som, de arte e de atitude.
Com isso, comecei a trocar algumas mensagens entre amigos do ramo e cheguei rapidamente a um contato, o qual possuía um site bem legal, chamado Caneta e Café. A conversa rápida e simples culminou na postagem do texto que destaco abaixo.
Com isso, comecei a trocar algumas mensagens entre amigos do ramo e cheguei rapidamente a um contato, o qual possuía um site bem legal, chamado Caneta e Café. A conversa rápida e simples culminou na postagem do texto que destaco abaixo.
É uma crônica simples, porém que expõe uma fórmula aplicável em todos os setores da cultura, o do "Faça Você Mesmo", onde o principal objeto foi a cena musical de Seattle nos anos oitenta e início dos anos noventa. Eram pessoas que fizeram acontecer do jeito deles, no local deles. E o resto é um bom foda-se pro que vier. E, quem é observador do meio cultural e negar o que escrevi agora e o que está abaixo precisa rever alguns tópicos e marcas importantes na história, afinal, o passado é vivo e tende a se repetir.
Como nas palavras do meu querido parceiro Marcelo Fernandes, que foi vocalista e letrista principal de uma das minhas bandas favoritas, o Solstício, escreveu, se referindo à dominação do Estado:
"Novas formas, a velha essência"
Essa frase classifica qualquer fórmula concreta, tanto das leis da matemática, física e química, quanto dos argumentos e observações sociais. O bom e velho papo de bar, matéria importantíssima do meio acadêmico do meu mundo.
Recentemente mostrei esse texto pra um pessoal daqueles que ficam se rotulando das coisas. Dessa vez eram do "Stoner Doom", que, por algum motivo, aparentemente por excesso de marijuana e músicas do gênero em demasia - que dão aquele pensamento fechadão típico de fã de Iron Maiden -, não pegaram a mensagem e não me receberam muito bem, pois são "anti grunge". Não sou grunge, muito menos stoner ou qualquer coisa, sou apenas eu, apaixonado por rock, desordens sociais e terrorismos poéticos. É uma pena ver gente se fechando de bobeira.
Como nas palavras do meu querido parceiro Marcelo Fernandes, que foi vocalista e letrista principal de uma das minhas bandas favoritas, o Solstício, escreveu, se referindo à dominação do Estado:
"Novas formas, a velha essência"
Essa frase classifica qualquer fórmula concreta, tanto das leis da matemática, física e química, quanto dos argumentos e observações sociais. O bom e velho papo de bar, matéria importantíssima do meio acadêmico do meu mundo.
Recentemente mostrei esse texto pra um pessoal daqueles que ficam se rotulando das coisas. Dessa vez eram do "Stoner Doom", que, por algum motivo, aparentemente por excesso de marijuana e músicas do gênero em demasia - que dão aquele pensamento fechadão típico de fã de Iron Maiden -, não pegaram a mensagem e não me receberam muito bem, pois são "anti grunge". Não sou grunge, muito menos stoner ou qualquer coisa, sou apenas eu, apaixonado por rock, desordens sociais e terrorismos poéticos. É uma pena ver gente se fechando de bobeira.
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Por Danilo Perrote
Quantas vezes você ou algum amigo já dissertaram sobre a fodeza que é Seattle? “A terra do grunge”, “a cidade que respira o underground” e que grandes nomes da música alternativa surgiram, como Melvins, Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains, Soundgarden, Foo Fighters entre tantas zilhões…
Não é difícil pensar em toda aquela aura que circulou – e continua circulando – naquela fria cidade daquele país do primeiro mundo.
Muita gente cresceu ouvindo no mínimo uma das bandas destacadas, aprenderam a tocar algum instrumento e se aglomeraram para fazer um barulho rústico. Sonharam em moverem-se para essas terras culturalmente produtivas para viverem o “verdadeiro underground”, ou passarem um tempo pelas redondezas, ou somente conhecerem todas as bandas que tinham por metro quadrado desses antros da cultura alternativa que se veem por aí – porque não tem dinheiro para viajar, claro.
Naturalmente quem entende o sentimento que gira em torno de todo esse submundo – do primeiro mundo de Seattle, obviamente – não quer sair dele. Dessa forma, sempre se arranja algo para se fazer no meio, além de tocar. Confecciona camisas, acessórios; faz artes de capa de álbum, panfletos e semelhantes; organiza shows promovendo intercâmbios; registra tudo o que puder em qualquer câmera para editar depois; grava e mixa as músicas no seu home studio; vira roadie; abre um blog, uma revista ou uma zine. Entre tantas opções, cada um acha o seu melhor espaço conveniente para continuar interligado com seu meio de origem consciente, gerando ampliação.
Esses conceitos se aplicam em qualquer canto do mundo.
Da mesma maneira descrita acima, os jovens de Seattle também se fizeram existir no mundo deles. Só que há um porém, mesmo que a indústria cultural tenha aumentado essas proporções devido ao sucesso comercial dos malucos do Nirvana, eles não pararam suas práticas e jamais pararão. Tudo foi apenas consequência de um bom trabalho em equipe.
O que importa é: naquele lugar todos eram unidos, viviam da mesma realidade, da mesma condição e sempre valorizando o trabalho vindo “da terra”. Sem preconceitos, convivendo juntos e fazendo a coisa acontecer por eles mesmos. O resto é só colheita.
Falando em Rock (consciência crítica), universo o qual eu me faço presente integralmente, é possível perder a conta dos bons trabalhos que podem ser encontrados em todo o segmento da arte crítica só em minha volta, ou seja: em casa, na minha terra.
Portanto, se você vive a realidade de um país de terceiro mundo e vê alguém batalhando pela causa e o amor ao underground não-institucionalmente falando, seja ele qual for, você pode entender muito bem que esse alguém é muito foda e merece no mínimo respeito pra caralho.
Querem entender melhor o assunto? Vejam o documentário destacado:
Valorize a arte local. Faça a sua Seattle acontecer!
Até alguma outra hora inspirada!


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