@marreco.arts

MINHA MÚSICA, MINHA VIDA #1

Através dos posts com essa tag "Minha Música, Minha Vida" eu pretendo postar alguns dos meus trabalhos como músico. Coisas as quais eu tenho algum tipo de orgulho ou repulsa de ter feito parte, simplesmente pra compartilhar boas histórias da minha trajetória de músico. 

Algo como um portfólio da minha incrível carreira. Essa vai pra quem foi agraciado por mim com um link do meu blog como presente.

Espero que me chamem pra trabalhar com vocês, seja como for...

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FATAAR - VINGANÇA (2015)* 




Esse vídeo que destaquei hoje é um dos grandes divisores de água pra mim. Marca a minha vitoriosa volta aos barulhos em volume 11. Entrar para o Fataar no final de 2014 marcou um reencontro com o prazer de tocar que havia se esvaído se faziam alguns anos. 

Mesmo tendo uma banda que eu considerava maravilhosa como o Janx e que tinha lançado um EP que tenho como um filho meu (o "Insight", de 2014, virará post em breve), eu não estava me sentindo completamente bem na banda naquele momento. Israel, meu grande amigo e baterista companheiro de som por quase 10 anos na época,  havia deixado a banda, além disso, os ensaios caíram de produção, se tornando cada vez mais raros e resultando em mais conversas do que som e sinergia barulhenta propriamente dita.  Até que certo dia, meu amigo Davi, que estava sempre me chamando pras empreitadas de som pra se juntar a ele, perguntou se eu queria fazer parte de um projeto de Rock 'n Roll pauleira, que tinha como base a tríade maravilhosa do barulho: Motorhead, ACDC, e Black Sabbath. Aceitei sem pestanejar. 

A banda já estava pronta haviam uns meses e antes de eu entrar, chegou a contar com a presença de um dos meus ídolos letristas, o Marcelo Fernandes, que foi do Solstício. Me chamaram com o intuito de salvar esse Rock do fim, e acho que consegui tal façanha. Com a minha entrada, o Fataar precisou que o Davi mudasse para o contrabaixo, ficando assim com o Alexandre na guitarra ao meu lado e o Lagarto na bateria, seguindo sem vocalista. Nessa formação fizemos grande parte das músicas que compuseram o primeiro EP da banda. 

Quem acabou preenchendo a vaga das vozes foi o nosso grande amigo Rodrigo, o Animal, que na época era cunhado do Lagarto e estava sempre presente nos nossos ensaios, pra curtir o som e tomar umas cervejas. Completou o zoológico de forma magistral. Esses ensaios nossos eram pura quebração de cabeça e ouvidos zunindo durante toda a madrugada após o encontro, rendendo maravilhosas ressacas de dores no corpo após a barulhata da semana. 

O vídeo acima sintetiza muito bem aquele período em que vivíamos: enfurnados no estúdio a compor músicas e liberar demônios internos. Era quela boa válvula de escape pra vida de todos nós. E usamos tudo isso a nosso favor pra poder divulgar uma música nossa pro público nos conhecer. O Davi captou o som dessa gravação sem frescuras e fez uma mixagem simples pra ficar tudo nos eixos e usamos nossa amiga, irmã do Lagarto e namorada do Animal pra nos filmar, juntamente com duas câmeras paradas, nos pegando em planos diferentes pra variar. A edição ficou por conta do Lagarto.  

Nessa época eu era um desleixado maldito que tocava com os instrumentos todos quebrados e cordas super enferrujadas. Eu era simplesmente um "foda-se ambulante", que havia desistido de tudo o que dizia ser cuidar da saúde, vaidades e coisas materiais. Dá pra perceber isso pelo som que estava tirando da minha guitarra e minha carinha de mendigo. Quanto a isso eu posso afirmar que melhorei já :)


O Fataar era tudo o que eu sempre havia sonhado numa banda de Rock, e até hoje é. Acima de tudo sou eternamente grato a esses caras por me manterem firme na turma do barulho. Formamos uma relação bem familiar, cujo o maior intuito de todos era simplesmente fazer o som que amamos e foda-se o resto. Com esse espírito o Fataar se tornou uma banda bastante querida e estamos até hoje nos mantendo vivos entre shows e ensaios. Que história linda! 

Fataar em 2014: Thiago Lagarto, Alexandre Machado, Rodrigo Animal, Davi Baeta, Danilo Perrote (Foto: Aimê Almeida)


*Posteriormente trocamos o nome da música para "Terra dos Esquecidos", com o intuito de passar uma mensagem menos negativa, terrorista e tal. Eu fui contra a mudança, mas perdi nos votos kkkk mas foda-se.  

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